Arquivo mensal: março 2014

Que nega é essa! PAULA LIMA

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Olá povo!!!

Coisa linda… eu diria sem erro que é IMPOSSÍVEL ficar indiferente quando a nossa “Que nega é essa!” do mês entra em qualquer ambiente. Seja pelo cabelo (crespo, alto, divino), pela voz sexy ou pelo porte e beleza.

Ela é uma inspiração pelos looks na maioria das vezes composto de peças clássicas, onde o destaque fica por conta da maquiagem (sempre marcante), os cabelos e acessórios sempre com um toque afro ou colorido. Fora isso é uma DIVA com letras maiúsculas como poucas presentes na mídia atual. E olha que ela nem queria cantar, estudou direito (queria ser promotora), foi bancária, vendeu camiseta, etc… Mas nada adiantou! A música falou mais alto. Antes da carreira solo passou pelo Zomba, Funk como Le gusta (maravilhosos), fora a parceria com vários queridos: Seu Jorge, Max de Castro, Ed Motta, Thaíde e Dj Hum. E continua divando e nos encantando com sua voz e talento.

 

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5 RAZÕES PARA AMAR PAULA LIMA

1- Sexy sem ser vulgar: A Paula AMA suas curvas e não tem medo de usá-las, abusa no decote, mostra as pernas, arrasa no saltão, tudo isso com postura de rainha, sensual, sedutora e soberana.

2- Preto, pretinho, preto novamente mas nada básico: Sim, nitidamente ela adora a cor e abusa na hora de montar os looks, para fugir das mesmices abusa nos acessórios, e no visual extravagante.

3- Ousadia sempre: Ela foi a primeira mulher brasileira a exibir DIVANDO grossos dreads na televisão, em shows e fotografias. Hoje em dia abusa do black sempre beeeemmm alto.

4- Maquiagem dramática sempre: Eu acredito que o estilo está MUUUUITO acima das tendências inclusive pro make, a Paula só comprova isso com seus olhos marcados e batons poderosos.

5- Auto-estima de rainha: Sem fugir da negritude, sem tentar entrar num manequim 38, sem alisar os cabelos, sem posar nua, Paula dá uma aula de feminilidade e de poder da mulher negra. Nem precisa falar pra gente entender que ela gosta do corpo, da cor e do porongondom que tem.

 

É muita beleza, meu povo!!!

Lição de casa: arme o cabelão, se joga no decote, baixe um playlist bem swingado da Paula, manda no celular e ande na rua, no carro, ande no mundo, rebolando na cara da sociedade.

Beijo pra todo mundo.

 

 

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Soul Vaidosa é Cláudia! – dia internacional contra discriminação racial

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Porque ela não era apenas uma mulher, era mãe, filha, esposa, trabalhadora como todas nós

Porque ela era mais uma mulher negra, periférica engordando as estatísticas que contradizem todos aqueles que insistem em nos enfiar goela abaixo uma “democracia racial” que nunca existiu

Porque eu quero só ver quem vai assumir essas crianças e cuidar delas. Quem dera fosse só dinheiro – cuidados saudáveis a uma criança dependem de carinho, respeito, educação, amor, compreensão

Porque a polícia e a  população vai seguir pensando em todo negro como suspeito, confundindo Vinícius Romão com Dione Mariano, confundindo Cláudia com “qualquer uma”. ELA NÃO ERA QUALQUER UMA… Ninguém é “aquela pretinha ali”.

Porque estamos todos a mercê da truculência elitista da nossa PM

Porque a chuva caiu ontem e Claudia não sentiu

Porque poderia ser eu, você, qualquer uma de nós

Porque Cláudia mostrou sua cor e ganhou bala, descaso e indiferença

Vai em paz, querida! E que a morte dela fortaleça nossa ancestralidade e nossa luta

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Deixa ela falar: Lupita fala sobre aceitação da beleza negra.

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Olá povo,

Quanta beleza e quanta verdade no discurso de Lupita N´yongo no ESSENCE Black Women in Hollywood, evento que reune várias personalidades negras presentes na mídia americana. Para ler e pensar, e dá pra assistir e sentir a emoção também: http://www.youtube.com/watch?v=ChpriB5ktGg

“Quero aproveitar esta oportunidade para falar sobre beleza, beleza negra, beleza escura. Eu recebi uma carta de uma menina e gostaria de compartilhar apenas uma pequena parte dela com vocês: “Querida Lupita,” ela diz: “Eu acho que você realmente tem sorte por ser tão negra e ainda assim tão bem sucedida em Hollywood, de repente. Eu estava prestes a comprar um creme da “Whitenicious” da Dencia (um creme que promete clarear a pele, até deixaria o link aqui, mas não vale a pena #peloamor) para clarear minha pele quando você apareceu no mapa e me salvou.”

Meu coração sangrou um pouco quando li essas palavras, eu nunca poderia ter imaginado que o meu primeiro trabalho, após a faculdade, seria tão poderoso e que me tornaria uma imagem de esperança, da mesma forma que as mulheres de “A Cor Púrpura” foram para mim.

Lembro-me de um tempo em que eu também me sentia feia. Eu ligava a TV e só enxergava pele pálida, fui provocada e insultada sobre o tom da minha pele, negra como a noite. E a minha única oração a Deus, o milagreiro, era que eu acordasse de pele mais clara. Na manhã seguinte, eu acordava tão animada em ver a minha nova pele que eu recusava a me olhar até que estivesse na frente de um espelho, porque eu queria ver o meu rosto claro primeiro. E todos os dias eu experimentava a mesma decepção de ser tão escura como eu era no dia anterior. Tentei negociar com Deus, eu lhe disse que iria parar de roubar doces à noite se ele me desse o que eu queria, eu obedeceria cada palavra da minha mãe – sentada bem ali – e nunca perderia o casaco da escola de novo, se ele só me deixasse um pouco mais clara. Mas eu acho que Deus ficou comovido com as minhas barganhas, porque Ele nunca escutou.

E quando eu era adolescente, meu auto-ódio cresceu, como acontece durante a adolescência. Minha mãe me lembrou muitas vezes que ela me achava bonita, mas ela é minha mãe, é claro que ela deveria me achar bonita. E então … Alek Wek, apareceu no mercado de moda internacional. Uma célebre modelo. Ela era negra como a noite, ela estava em todas as passarelas e em todas as revistas e todo mundo estava falando sobre como ela era bonita. Até Oprah a achava bonita e fez disso fato. Eu não podia acreditar que as pessoas estavam aceitando uma mulher que parecia muito comigo como uma mulher bonita. Minha pele sempre foi um obstáculo a ser superado e, de repente, Oprah estava me dizendo que não era. Foi confuso e eu queria rejeitar aquillo, porque eu tinha começado a apreciar a sedução da inadequação.

Mas a flor não poderia deixar de desabrochar dentro de mim, quando eu assistia Alek, via um reflexo de mim mesma que eu não podia negar. Agora eu tinha um degrau a cada passo meu, porque eu me sentia mais vista, mais apreciada pelos distantes guardiões da beleza. Em torno de mim a preferência pela minha pele prevaleceu, porém para os cortejadores com quem me importava, eu ainda era vista como feia. E a minha mãe novamente me dizia que você não pode comer beleza, porque ela não te alimenta, e estas palavras me atormentavam e incomodavam, eu realmente não entendia, até que finalmente me dei conta de que a beleza não era uma coisa que eu poderia adquirir ou consumir, era algo que eu tinha que ser.

E o que minha mãe quis dizer quando disse que você não pode comer beleza é que você não pode depender da sua aparência para se sustentar. O que é bonito é fundamentalmente a compaixão que você sente por si mesmo e por aqueles ao seu redor. Esse tipo de beleza inflama o coração e encanta a alma. Foi o que colocou Patsey em tantos problemas com seu mestre, mas também é o que tem mantido a sua história viva até hoje. Recordamos da beleza de seu espírito, mesmo depois que a beleza de seu corpo se foi.

E por isso espero que a minha presença em suas telas e revistas possa levá-la, jovem, em uma viagem semelhante. Que você sinta a validação de sua beleza externa, mas também chegue ao mais profundo objetivo que é ser bonita por dentro.

Não há tons para essa beleza.”

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